Santa Maria in Cosmedin, Basílica menor no distrito Ripa, Roma, Itália.
Santa Maria in Cosmedin é uma basílica do século oitavo no bairro de Ripa perto do Tibre, com cerca de quarenta metros de comprimento e vinte de largura. A torre sineira de sete andares do século doze ergue-se junto à entrada principal com pórtico de colunas, enquanto no interior um pavimento de coro em mármore com motivos geométricos e um trono episcopal da mesma época definem o espaço litúrgico.
No século sexto existia aqui uma diaconia para assistir refugiados gregos do Mediterrâneo oriental. O papa Adriano Primeiro transformou o edifício em basílica no século oitavo e deu-lhe a função litúrgica atual.
O nome significa "Santa Maria em Cosmedin", provavelmente derivado de uma palavra grega que alude à decoração ou ao ornamento do edifício original que ocupava este local há séculos quando a comunidade grega era numerosa nesta zona urbana perto do Tibre e do antigo porto fluvial romano onde comerciantes orientais se estabeleciam temporariamente para vender as suas mercadorias importadas de portos mediterrânicos distantes criando um bairro multicultural animado cheio de línguas estrangeiras e costumes religiosos diferentes das tradições romanas até que gradualmente foram absorvidos pela população local italiana católica romana maioritária perdendo a sua identidade étnica distintiva com o passar dos séculos embora tenham deixado vestígios arquitetónicos e litúrgicos duradouros nesta igreja que ainda hoje celebra missas segundo o rito greco-católico melquita para uma pequena comunidade fiel descendente espiritual daqueles antigos imigrantes gregos bizantinos que chegaram fugindo das invasões árabes no Médio Oriente procurando refúgio seguro na capital papal cristã ocidental europeia mediterrânica
A igreja abre diariamente das nove e meia da manhã às seis da tarde sem taxa de entrada, a roupa deve cobrir ombros e joelhos. Várias linhas de autocarro param a curta distância, a praça situa-se diretamente num cruzamento movimentado a sul do Fórum Romano.
O pórtico abriga a Bocca della Verità, um disco antigo de mármore com rosto que segundo a lenda morde a mão dos mentirosos. Os turistas costumam fazer fila para colocar a mão dentro da boca da máscara e tirar uma fotografia.
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