Hôtel de Rohan-Guémené, Mansão particular no Marais, Paris, França
O Hôtel de Rohan-Guémené ocupa os números 6 e 6 bis da Place des Vosges e o 17 da rue des Tournelles, com um corpo central e duas alas em volta de pátios. A fachada para a praça alterna faixas de tijolo laranja e pedra clara, com oito janelas de varandas de ferro forjado, três grandes arcos redondos na base e um telhado de ardósia com lucarnas e balaustrada. A ala da rue des Tournelles, de pedra e barro, forma um U em torno de um pátio.
Isaac Arnauld, intendente das finanças, comprou o lote em junho de 1605 e mandou construir a mansão; passou ao marechal de Lavardin em 1612, a Pierre Jacquet em 1621 e ao príncipe Louis de Rohan em 1637. O último Rohan proprietário, Henri Louis Marie de Rohan-Guéméné, faliu em 1782 com 33 milhões de libras de dívidas, e a casa foi vendida em 1797. Victor Hugo alugou o segundo andar do corpo central de 1832 a 1848 e ali escreveu Ruy Blas e Lucrèce Borgia; o museu Victor-Hugo foi inaugurado em 30 de junho de 1903.
O hôtel deve o nome ao ramo Rohan-Guémené, cujo lema era «roy ne puys, duc ne daigne, rohan suys». Victor Hugo arrendou o segundo andar do corpo central de 1832 a 1848 por 1.500 francos-ouro (280 m²) e ali escreveu Ruy Blas e Lucrèce Borgia. Desde 1903 alberga a Maison de Victor Hugo, inaugurada após a doação em 1902 por Paul Meurice de desenhos, manuscritos e móveis à cidade de Paris.
O hotel situa-se nos números 6 e 6 bis da place des Vosges, com uma segunda ala no 17 da rue des Tournelles; o museu Victor-Hugo ocupa o corpo central e a ala das Tournelles é privada. A fachada para a praça, a galeria abobadada sob arcadas com o respetivo pavimento e as coberturas de esquina estão classificadas como monumentos históricos desde o despacho de 26 de outubro de 1954. A ala oriental das Tournelles, em pedra e taipa, forma um «U» em torno de um pátio com uma das últimas fontes Louis-Philippe de Paris.
A ala leste na rue des Tournelles, intacta do início do século XVII, forma um U em torno de um pátio com uma das últimas fontes de Luís Filipe em Paris. Nas dependências desta ala foram fabricados os caixões de madeira do monumento funerário de Napoleão I nos Inválidos.
A comunidade de viajantes curiosos
AroundUs reúne milhares de lugares selecionados, dicas locais e joias escondidas, enriquecidos diariamente por mais de 93.402 colaboradores em todo o mundo.