Saint-Guilhem-le-Désert Abbey, Abadia beneditina em Saint-Guilhem-le-Désert, França.
A abadia de Saint-Guilhem-le-Désert, ou de Gellone, é um conjunto beneditino junto ao Hérault, nos contrafortes das Cevenas, a cerca de 45 km de Montpellier. A igreja abacial tem uma nave alta com abóbada de berço, naves laterais estreitas e pilares de pedra lisos; a torre sineira quadrada data da segunda metade do século XII. Do claustro trapezoidal restam parcialmente apenas duas alas após a restauração do século XIX.
Um nobre chamado Guilherme de Gellone fundou este mosteiro em 804 como comunidade religiosa durante o período carolíngio. Os edifícios principais e o claustro foram construídos depois, principalmente entre os séculos 11 e 13.
Guilherme de Gellone morreu em 812 e foi venerado pouco depois; o seu túmulo tornou Gellone numa etapa importante da Via Tolosana, a rota francesa para Santiago de Compostela. Após a canonização em 1066, os peregrinos aumentaram e o mosteiro passou a chamar-se Saint-Guilhem-le-Désert. A aldeia e a abadia conservam o seu nome occitano, Guilhelm.
A abadia ergue-se junto ao Hérault, nos contrafortes meridionais do Maciço Central, a cerca de 90 m de altitude e a uns 45 km por estrada de Montpellier. Do claustro restam apenas duas das quatro alas, restauradas no século XIX, pelo que se deve contar com uma planta parcial e não com um quadrado completo.
Muitas esculturas originais e seções do claustro do século 11 ao 13 foram transferidas para Nova York e agora estão no Museu The Cloisters. Esta remoção dispersou a coleção por continentes, deixando o local original menos completo do que era antes.
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