Misión Santa Rosalía de Mulegé, Estação missionária em Mulegé, México
Misión Santa Rosalía de Mulegé é uma estação missionária em Mulegé construída com espessas paredes de pedra e janelas arqueadas em estilo colonial espanhol. O edifício fica na entrada da Bahía de Concepción e apresenta a arquitetura típica de edifícios religiosos do século XVIII.
A missão foi fundada em novembro de 1705 pelo jesuíta Juan Manuel de Basaldúa por instruções de Juan María de Salvatierra, com dotação de Nicolás de Arteaga e de sua esposa Josefa Vallejo, num sítio cochimí chamado Caaman Cagaleja. Basaldúa ergueu uma capela, uma casa e uma represa. Um furacão arruinou os campos em 1717; a igreja de pedra foi iniciada por Francisco Escalante em 1754 e concluída em 1766. Após a expulsão dos jesuítas em 1767 passou aos franciscanos e em 1773 aos dominicanos, sendo abandonada em 1828 por falta de população.
O topônimo Mulegé vem da expressão cochimí Caaman Cagaleja, que as fontes traduzem como «grande ravina da boca branca». A missão também tem o nome de Santa Rosália. Os jesuítas introduziram a vinha, o algodão e a palmeira-das-canárias, cultivados graças ao oásis e ao arroio de Mulegé.
A igreja fica no oásis de Mulegé, perto da entrada da bahía de Concepción, na costa do golfo da Califórnia. O templo de pedra iniciado em 1754 e concluído em 1766 conserva as paredes de alvenaria de pedra aparente e a abóbada de berço após as restaurações do INAH em 1972 e 1973. Repare na alvenaria de pedra aparente e na abóbada de berço contínua.
A missão serviu de ponto de partida para fundar as missões de San Ignacio de Kadakaamán e La Purísima. Um furacão destruiu em 1717 os campos que sustentavam o povoado, e por volta de 1770 a missão estava praticamente deserta, apesar dos cerca de 300 neófitos cochimíes registados em 1768.
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