Pedra Moabita, Inscrição arqueológica em Dhiban, Jordânia
A Estela de Mesha é uma tábua monumental de pedra de basalto escuro encontrada no povoado jordano de Dhiban, com cerca de 100 cm de altura atualmente. A secção superior apresenta uma forma arredondada, enquanto a face frontal está coberta de linhas de caracteres antigos esculpidos com uma ferramenta pontiaguda.
O missionário anglicano Frederick Augustus Klein encontrou a estela de basalto intacta em agosto de 1868 na antiga Dibon, hoje Dhiban, na Jordânia. Em 1869, a tribo Bani Hamida aqueceu-a numa fogueira, deitou-lhe água fria e partiu-a em fragmentos para impedir a sua entrega à Alemanha. Charles Clermont-Ganneau recuperou os pedaços e reconstituiu grande parte do texto graças a uma impressão tirada antes. A inscrição, datada de cerca de 840 a.C., foi encomendada pelo rei Mesha de Moab.
O texto está em moabita, língua próxima do hebraico bíblico, escrita num alfabeto fenício-paleo-hebraico em que um ponto separa as palavras e um traço vertical as frases. Deve o nome ao rei Mesha de Moab, que a mandou gravar por volta de 840 a.C. para narrar a sua revolta contra Israel. A estela está no Louvre, em Paris, e não em Dhiban, pelo que a inscrição não pode ser vista no local da descoberta.
O original está exposto no Louvre em Paris, enquanto as réplicas podem ser vistas em vários museus jordanos, incluindo Madaba e Karak. Os visitantes devem ter em mente que a peça tem apenas cerca de 60 cm de largura e está numa vitrina, por isso aproximar-se ajuda a distinguir os caracteres.
A estela foi aquecida numa fogueira e regada com água fria antes de ser partida, e os fragmentos sobreviventes foram reunidos graças a uma impressão em papel machê feita pouco antes da destruição. Essa impressão foi rasgada em sete pedaços quando o seu portador fugia de um ataque de beduínos.
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