Kanchenjunga, Montanha entre o Distrito de Taplejung, Nepal e Sikkim, Índia
O cume principal do Kanchenjunga atinge 8.586 m (28.169 pés), com os picos Central e Sul na fronteira entre o Nepal e Sikkim, e o pico Oeste e o Kangbachen no distrito de Taplejung, no Nepal. Quatro glaciares principais irradiam do maciço, e as encostas superiores são de neve e gelo sobre paredes rochosas íngremes, com cristas florestadas abaixo.
Este pico detinha o título de mais alto do mundo até 1852, quando o Grande Levantamento Trigonométrico da Índia estabeleceu que o Monte Everest o superava. A primeira ascensão ocorreu em 1955 por uma expedição britânica que parou alguns metros abaixo do cume por respeito às crenças religiosas locais.
O nome tibetano gangs chen mdzod lnga significa «cinco tesouros da grande neve»; os irmãos Schlagintweit explicavam-no pelos cinco cumes mais altos ou, segundo G. O. Dyhrenfurth, pelas cinco geleiras principais. Os lhopo creem que os tesouros ocultos — sal, ouro, turquesa e pedras preciosas, escrituras sagradas, armadura, grão e remédio — se revelam aos devotos quando o mundo está em perigo. A montanha é sagrada no Nepal e em Sikkim; no dialeto pāncthare do limbu chama-se phɔktaŋluŋma, «pedra com ombros».
Os montanhistas alcançam o cume através de rotas do lado nepalês, pois a Índia não permite ascensões a partir de seu território. A preparação exige equipamento especializado e várias semanas de aclimatação em acampamentos de altitude para adaptar o corpo à altitude extrema.
Os primeiros escaladores bem-sucedidos em 1955 pararam alguns metros antes do cume real para respeitar as crenças religiosas da população local. Muitas expedições posteriores adotaram essa prática e também se abstêm de tocar o ponto mais alto, preservando o caráter espiritual do local.
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