Gorges du Sierroz, Cânion natural em Grésy-sur-Aix, França.
As Gargantas do Sierroz são um cânion esculpido pelo rio Sierroz entre o Mont Revard e o lago Bourget. As paredes rochosas se elevam até 20 metros de altura e se estendem por aproximadamente 800 metros ao longo do curso do rio.
Moinhos, um lagar e serrarias já usavam o Sierroz antes do turismo. Em 1813 a baronesa Adèle de Broc afogou-se na garganta diante da amiga rainha Hortênsia de Beauharnais. Após a anexação da Saboia em 1860, Napoleão III e a imperatriz Eugênia visitaram o local em 29 de agosto de 1860. Uma barragem foi construída na década de 1880 e houve passeios de barco de 1881 a 1971; primeiro sítio natural classificado da Saboia em 1910, fechou em 1980 e reabriu em julho de 2021.
As gargantas aparecem em obras de Alexandre Dumas, Alphonse de Lamartine e Pierre Benoit, e no relato de guerra de Shepherd Knapp. Raphaël Massard compôs em 1897 a valsa para piano Gorges du Sierroz, dedicada a Mademoiselle Collomb; Pascal Gallet gravou-a pela primeira vez em 2024, e existe uma versão orquestral de 1898.
Um caminho bem mantido segue ao longo do cânion com estacionamento disponível na entrada. Duas pontes ancoradas nas paredes rochosas permitem que os visitantes cruzem o rio e explorem diferentes mirantes.
As gargantas albergam a única estação saboiana conhecida de consolda tuberosa, inventariada na ZNIEFF de tipo I desde 2007. A apenas 350 m de altitude, o encaixe e a frescura do local permitem que a faia, o abeto-branco e o cerefólio eriçado cresçam tão baixo, uma estação dita «abisal».
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