Campo Santo de Perpignan, Cemitério claustro medieval em Perpignan, França
O Campo Santo de Perpignan é um cemitério claustral medieval com três galerias sobreviventes de arcos ogivais, cada uma com cerca de 56 metros de comprimento, construídas em tijolo e pedra clara em torno de um pátio de terra. Num canto ergue-se uma torre com quatro pequenas aberturas em arco e uma gaiola metálica, e um telhado de telhas vermelhas cobre uma ala.
As obras do claustro começaram já em 1298, antes da lápide de 1302 do hebdomadário Guillem Jorda, «iniciador da obra do claustro». Uma ordenança do rei Jaime II de Maiorca de 21 de março de 1331 determinou a retomada dos trabalhos, pois a nova igreja de São João invadia o antigo cemitério a sul de Saint-Jean-le-Vieux. Os muros e a capela Funerària foram classificados monumento histórico em 30 de junho de 1910.
Os espaços sepulcrais exibem os brasões de famílias proeminentes de Perpignan, revelando como a classificação social determinava o posicionamento no cemitério. Esses símbolos familiares permanecem visíveis nas lápides e paredes de pedra.
O local fica imediatamente a leste da catedral de São João Batista e da capela do Devot Crist, no centro histórico de Perpinhão. Como a galeria oeste foi demolida em 1825, entra-se no pátio por esse lado; as três galerias subsistentes ladeiam os outros três lados. A capela Funerària ocupa o canto nordeste.
O ossuário central foi aberto em 1321 para enterrar os mais pobres, enquanto as famílias ricas tinham nichos góticos com brasões ao longo das galerias. Após a Revolução Francesa o edifício serviu ao exército como depósito e cavalariça, e a gendarmaria ocupou-o até 1984.
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