Cave of Niaux, Caverna de arte pré-histórica em Ariège, França
A gruta de Niaux é uma cavidade decorada do vale do Vicdessos, em Ariège, desenvolvida em calcários jurássicos e cretácicos. A sua sala principal, o Salon Noir, situa-se a mais de 700 m da presumível entrada pré-histórica e contém figuras negras e vermelhas de bisontes, cavalos e cabras-montesas. O solo é deixado no estado natural, húmido e irregular em alguns troços.
Félix Garrigou visitou a gruta em 1864 e viu algumas das pinturas. Em 1869, o comandante Molard e os seus filhos descobriram a galeria do Salon Noir e publicaram uma planta, atraindo a atenção dos especialistas; Henri Breuil e Émile Cartailhac investigaram-na um ano depois. A gruta foi classificada como monumento histórico a 13 de julho de 1911, e a ocupação pré-histórica é estudada desde 1906.
A gruta não era local de habitação: não foram encontrados vestígios domésticos, e o Salon Noir fica a mais de 700 m da presumível entrada pré-histórica. Pegadas humanas conservam-se numa dezena de zonas, e o seu tamanho mostra que entraram crianças. Os animais parecem flutuar nas paredes, acompanhando as suas formas.
O chão da gruta é mantido no estado natural: húmido, muito irregular e escorregadio em alguns pontos, pelo que são indispensáveis botas de caminhada. O percurso até às pinturas passa por grandes salas e passagens estreitas, e a temperatura mantém-se logo abaixo dos 16 °C, sentindo-se mais fria devido à humidade. Leve uma lanterna e não introduza comida nem bebida.
O Salão Negro fica a mais de 700 m da presumível entrada pré-histórica, e nenhuma pintura foi identificada junto à boca da gruta. Restam pegadas humanas no chão em cerca de dez zonas, e o seu tamanho mostra que crianças entraram na gruta. A rede Clastres, descoberta em 1970, guarda um raro esboço de doninha a carvão.
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