Dandan Oilik, Sítio arqueológico no Condado de Qira, China.
Dandan Oilik é um sítio arqueológico no deserto do Taklamakan onde as ruínas se estendem por vários quilômetros quadrados, preservando um antigo assentamento com casas, templos e muitos objetos do passado. O sítio fica dentro de uma área de oásis maior e exibe os restos de estruturas que foram enterradas sob areia do deserto.
O sítio foi descoberto em 1896 pelo explorador sueco Sven Hedin, que desenterrou casas e templos escondidos sob a areia do deserto. Essas descobertas ajudaram os pesquisadores a entender como as pessoas viviam nesta região há mais de mil anos.
O sítio está interdito ao público, por isso os achados são vistos em museus: Aurel Stein enviou ao Museu Britânico os painéis de madeira pintados, incluindo o que interpretou como a história da princesa da seda retirada de Xuanzang. Um mural de uma mulher num tanque de lótus do santuário D. II foi identificado como Hariti por Banerjee em 1992 e confirmado por estudiosos em 2015.
Dandan Oilik está vedado ao público: não é possível organizar visitas e nenhuma autorização dá acesso. As ruínas ficam no deserto de Taklamakan, no condado de Qira, entre os rios Khotan e Keriya, cerca de 60 km a leste do Khotan e 35 km a oeste do Keriya, a 1.243–1.258 m de altitude. O levantamento de 2006 deixou sem escavação boa parte do sítio central de 4,5 km².
A carta judeo-persa encontrada aqui por Aurel Stein foi editada e datada de 718 por David Samuel Margoliouth, sendo o mais antigo registro de atividade comercial judaica que chegou a Jieshe (Dandan Oilik) e além na China até 2016. Trata da venda de ovelhas, queixas de tratamento injusto e do ensino de uma menina, e está guardada no British Museum.
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