Amne Machin, Cume de montanha na prefeitura autônoma tibetana de Golog, Qinghai, China
O Amne Machin é o pico mais alto da cordilheira homónima, uma extensão oriental dos montes Kunlun no sudeste de Qinghai. O cume, no condado de Maqên da prefeitura de Golog, atinge 6.282 metros. Joseph Rock descreveu três picos principais: uma pirâmide meridional chamada Chenrezig, uma pirâmide central mais baixa e uma cúpula arredondada setentrional, Dradullunshog, que é a mais alta.
Conhecido nos textos chineses clássicos como monte Jishi, o maciço era local de peregrinação golok, com até 10.000 pessoas a circum-navegá-lo todos os anos antes da tomada do poder pelos comunistas. Em 1960 uma expedição chinesa anunciou a primeira ascensão, mas em 1980 revelou-se que tinha subido o Amne Machin II (6.268 m), não o cume principal. A 22 de maio de 1981, Giichiro Watanabe, Yoshio Yamamoto e Katsumi Miyake, de uma expedição japonesa, atingiram o verdadeiro cume; a equipa americana de Galen Rowell e um grupo austro-alemão seguiram em poucas semanas.
A montanha é sagrada no budismo tibetano como a residência de Machen Pomra, a divindade protetora da região de Amdo, que os habitantes locais ainda honram através de rituais e peregrinações.
O acesso à área requer permissões especiais e vistos de grupo. A altitude extrema exige uma aclimatação cuidadosa, por isso os visitantes devem se preparar fisicamente antes de tentar escaladas ou estadias prolongadas.
A serra provoca uma das grandes curvas do Rio Amarelo: o rio percorre várias centenas de quilómetros para leste e sudeste ao longo do seu flanco sudoeste, depois vira quase 180 graus e corre 200 a 300 km para noroeste pelo flanco nordeste. A zona do cume integra a Reserva Natural Nacional de Sanjiangyuan.
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