Lushan Quaternary Glaciation National Geopark, Geoparque Patrimônio Mundial da UNESCO em Jiujiang, China
O Lushan ergue-se abruptamente sobre a planície do médio Yangtze, logo a norte do lago Poyang; o seu ponto mais alto, o Hanyang Feng, atinge 1.474 m. Vales profundos, paredes rochosas, ribeiros, cascatas e florestas ocupam um bem da UNESCO de 30.200 hectares, rodeado por uma zona tampão de 50.000 hectares. Ao longo de mais de dois milénios ergueram-se ali templos budistas, complexos taoistas, academias confucianas, pavilhões, pontes e vilas.
Nas décadas de 1920 e 1930, o geólogo Li Siguang (J. S. Lee) interpretou vales e depósitos do Lushan como vestígios de glaciações pleistocénicas repetidas, criando uma sequência glaciar que marcou a geologia quaternária chinesa do século XX. Estudos geomorfológicos e sedimentológicos posteriores atribuíram muitos desses depósitos a cones aluviais, fluxos de detritos e alteração, pelo que a glaciação continua discutida. O Lushan entrou na Rede Global de Geoparques em 2004.
O nome Lushan aparece na poesia Tang: o poeta Tao Yuanming (365-427), ligado à região, é uma figura fundadora da poesia chinesa de paisagem e vida rural. O poema de Bai Juyi sobre as flores da montanha ainda é ensinado, e a névoa, os riachos e as cascatas do maciço tornaram-se temas habituais da pintura chinesa. Nos miradouros veem-se inscrições gravadas na rocha.
O local tem múltiplos pontos de acesso e as condições são mais confortáveis durante meses com temperaturas suaves, enquanto as elevações mais altas podem ser muito frias no inverno. Sapatos de caminhada robustos e roupas em camadas são essenciais, pois o clima e a temperatura mudam rapidamente conforme você sobe.
O geólogo Li Siguang (J. S. Lee) estudou, nas décadas de 1920 e 1930, vales e depósitos sedimentares do Lushan e interpretou-os como vestígios de repetidas glaciações pleistocénicas, estabelecendo uma sucessão glaciar que marcou a geologia quaternária chinesa do século XX. Trabalhos geomorfológicos e sedimentológicos posteriores atribuíram muitos desses depósitos a cones aluviais, fluxos de detritos e alteração em vez de gelo, pelo que a leitura glaciar continua discutida.
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