Fortaleza de São João Baptista de Ajudá, Fortaleza renascentista portuguesa em Ouidah, Benin.
São João Baptista d'Ajudá é um pequeno forte restaurado em Ouidah, com cerca de 100 metros de lado, construído em 1721 por mão de obra africana com barro seco e métodos de alvenaria locais. Tem bastiões de terra em cada ângulo, outrora equipados com doze canhões de ferro, e um fosso com vinte pés de largura e profundidade que raramente contém água. Uma ponte levadiça na entrada atravessa o fosso. O forte alberga hoje o Museu de História de Ouidah.
Mercadores portugueses construíram a fortaleza em 1721 para proteger e controlar suas operações comerciais ao longo da costa da África Ocidental. Permaneceu como um importante posto durante séculos, até que a região mudou de mãos e seu papel militar chegou ao fim.
A fortaleza corporifica a presença duradoura de Portugal na costa da África Ocidental, onde mercadores e funcionários deixaram sua marca na língua e nos estilos de construção. Vê-se isso hoje nos detalhes arquitetônicos e na forma como os espaços estão organizados.
A fortaleza fica em Ajudá, a poucas centenas de metros dos outros antigos fortes europeus da cidade, e as suas dependências albergam hoje o Museu de História de Ajudá, inaugurado a 6 de setembro de 1967. O edifício foi recuperado em 1987 com meios da Fundação Calouste Gulbenkian, tendo a obra sido inaugurada a 10 de agosto de 1990. Entra-se pelo pátio, no centro do qual ficava outrora o paiol.
A edição de 1958 do Guinness World Records chamou-lhe a menor colónia do mundo, um enclave no Daomé francês ocupado desde 1680 e guarnecido por um oficial e alguns homens. Portugal só reconheceu a anexação em 1985, e as obras de restauro orientadas pela Fundação Calouste Gulbenkian foram inauguradas a 10 de agosto de 1990.
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