Naj Tunich, Caverna ritual em Poptún, Guatemala
Naj Tunich é uma caverna cárstica com cerca de 3 km de extensão nas Montanhas Maias, a aproximadamente 35 km a leste de Poptún. A entrada mede 150 m de comprimento, 50 m de largura e 10 m de altura, e divide-se num piso plano e numa encosta terraplenada com muros de alvenaria chamada Balcón. Os túneis acessíveis a partir do Balcón reúnem a maioria das figuras pintadas e dos glifos.
Bernabé Pop, um caçador maia q'eqchi', encontrou a entrada em 1979 enquanto caçava porcos-do-mato com os seus cães, e explorou-a com o pai Emilio. Pierre Ventur fez a primeira visita académica em 1980, e as escavações começaram em 1981 com equipas do Instituto de Antropologia e História e da National Geographic Society. Os terraços do Balcón foram usados ritualmente desde o Pré-clássico Tardio (500 a.C.–200 d.C.) até ao Protoclássico (100–400 d.C.), enquanto os textos pintados datam de cerca de 700–770 d.C.
O nome Naj Tunich significa "casa de pedra" em maia mopan. Vários escribas assinaram pinturas nas paredes, e as inscrições citam peregrinos e as cidades de onde vinham. Dois desenhos parecem mostrar autossacrifício com sangue do pênis e quatro representam jogos de bola; no fundo, um casal é interpretado como Hunahpu e Xbalanque.
Os túneis estão fechados ao público desde os atos de vandalismo de 1988, mas a entrada da gruta ainda pode ser visitada e cópias das pinturas estão expostas numa gruta vizinha. O acesso ao original fica numa parede calcária a mais de 200 m acima do vale, no fim de uma ravina.
Após danos ao original nos anos 1980, as autoridades construíram uma réplica exata da caverna próxima ao local para proteger a arte. Esta cópia permite que os visitantes de hoje experimentem os elementos artísticos sem risco de danificar o frágil registro arqueológico.
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