Edge of the Trees, Escultura pública no Museu de Sydney, Austrália
Edge of the Trees é uma instalação colaborativa de Janet Laurence e Fiona Foley no átrio do Museu de Sydney. É composta por 29 pilares verticais de ironbark, tallowwood, aço e arenito, agrupados perto da entrada. Materiais orgânicos como cabelo, conchas, ossos, penas, cinzas e mel estão incrustados em janelas dentro dos pilares de madeira.
A instalação foi encomendada para a abertura do Museum of Sydney em 1995, no local da First Government House. O título vem de um ensaio do historiador Rhys Maengwyn Jones que descreve o primeiro contato, quando os aborígenes observavam os recém-chegados da borda das árvores. A obra recebeu o Lloyd Rees Award for Outstanding Urban Design em 1995.
Os 29 pilares representam os 29 clãs aborígenes da região de Sydney. Nomes de espécies botânicas estão gravados ou marcados a fogo nas colunas de madeira em latim e em línguas aborígenes, ao lado das assinaturas dos First Fleeters. Nomes de lugares estão gravados nos pilares de arenito em latim e em línguas aborígenes.
A obra ergue-se no átrio do Museum of Sydney, na esquina das ruas Phillip e Bridge, e foi pensada para ser vivida de perto, não à distância. Os visitantes são convidados a tocar e passar os dedos pelos nomes gravados, a sentir as texturas da madeira, do aço e do arenito e a caminhar entre os pilares para ouvir as vozes koori gravadas.
Os pilares contêm materiais incorporados como cabelo humano, conchas, ossos, penas e cinzas que simbolizam a conexão entre pessoas e terra. Esses elementos pessoais transformam a instalação em um recipiente físico que mantém a memória humana e a continuidade entre gerações.
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