Kata Tjuta, Formação rochosa no Território do Norte, Austrália.
Kata Tjuṯa é um conjunto de 36 formações rochosas em cúpula de conglomerado no Parque Nacional Uluṟu-Kata Tjuṯa, no Território do Norte. As cúpulas elevam-se de uma planície plana, com o Monte Olga a atingir 1.066 m acima do nível do mar, cerca de 546 m acima da planície circundante. A rocha é um conglomerado de seixos de granito e basalto cimentados por arenito grosso, e a sua superfície laranja-avermelhada provém de uma pátina de óxido de ferro.
As formações foram mapeadas durante a exploração europeia da Austrália no século XIX e receberam uma designação inglesa alternativa naquela época. Nas últimas décadas do século XX, a gestão da área foi progressivamente devolvida aos proprietários tradicionais.
Kata Tjuṯa significa «muitas cabeças» em pitjantjatjara, de kata (cabeça) e tjuṯa (muitas). Os anangu, proprietários tradicionais, usam o local para rituais ligados ao Tempo do Sonho, e desde 1995 voltou a acolher cerimónias culturais. A maior parte da mitologia sobre as cúpulas não é revelada a estranhos, e as mulheres ficam em particular excluídas dos assuntos dos homens.
O acesso à área é por estrada a partir da rota principal pelo Outback central. Duas trilhas levam pelos vales e ao longo dos desfiladeiros entre as formações rochosas, sendo que o caminho mais longo leva várias horas para ser completado.
O pico mais alto deste grupo fica cerca de 200 metros acima do Uluru próximo, embora esse marco geralmente receba mais atenção. A rocha em si consiste em um material conglomerado, que difere da superfície mais lisa de outras formações na região.
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