Volcán Planchón, Estratovulcão na Região de Maule, Chile
O Volcán Planchón é um estratovulcão na fronteira entre o Chile e a Argentina, na parte sul da Região do Maule. Tem flancos íngremes de rocha vulcânica e um cone bem definido, perto da passagem Pehuenche.
O grupo Planchón-Azufre-Peteroa formou-se no Pleistoceno. As erupções registadas no grupo vão de 1660 a 1998, a maioria em crateras da depressão entre os cumes do Planchón e do Peteroa, mais próximas do Planchón; a maior, a 3 de dezembro de 1762, atingiu IEV 4 com lahars. A 7 de novembro de 2018, por volta das 10h20, seguiu-se uma explosão freática. Em 1817, uma coluna secundária do Exército dos Andes sob o comando de Ramón Freire passou ao pé da encosta norte.
O vulcão dá nome ao Paso del Planchón, travessia andina usada em 1817 por uma coluna secundária do Exército dos Andes sob o comando de Ramón Freire, enviada para tomar Talca e atuar com os grupos guerrilheiros da região durante a independência. Perto nasce o rio Teno, nas Lagunas de Teno.
O vulcão situa-se na fronteira entre o Chile e a Argentina: do lado chileno, na Região do Maule (província de Curicó, comuna de Romeral); do lado argentino, na província de Mendoza (departamento de Malargüe). Domina o Paso del Planchón e as Lagunas de Teno, nascente do rio Teno. O acesso faz-se por terreno andino de altitude, e a zona do cume é partilhada com os vizinhos vulcões Peteroa e Azufre.
Há cerca de 7.000 anos, o flanco ocidental do vulcão colapsou e enviou um enorme fluxo de detritos pelo vale do rio Teno abaixo. O depósito deixado por esse evento ainda é visível no vale e condiciona o curso atual do rio.
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