Custul, Cemitério arqueológico na Província de Assuão, Egito.
Qustul é um sítio arqueológico na Baixa Núbia, situado na margem oriental do Nilo e com necrópoles de vários períodos da história antiga. O sítio encontra-se hoje completamente submerso pelas águas do lago Nasser, formado após a construção da Grande Barragem de Assuão.
Qustul foi utilizado pela primeira vez pela cultura do Grupo A, uma das mais antigas comunidades conhecidas na Núbia, e serviu posteriormente como local de enterramento durante o Novo Império e o período do Grupo X. O sítio foi escavado no início dos anos 60 antes de ser definitivamente coberto pelas águas do lago Nasser.
As sepulturas de Qustul mostram como as antigas comunidades núbias tratavam os seus mortos e que objetos consideravam necessários para a vida após a morte. Os espólios funerários vão desde cerâmica do dia a dia até peças trabalhadas que refletem o estatuto social dos sepultados.
O sítio em si não pode ser visitado pois encontra-se sob as águas do lago Nasser, mas os objetos recuperados durante as escavações estão expostos em museus egípcios, incluindo no Cairo. Planear uma visita a estas coleções é a única forma de ver hoje os achados deste local.
O queimador de incenso de Qustul, encontrado numa sepultura antiga, apresenta símbolos reais que surgem na Núbia antes de se tornarem comuns no Egito, gerando um longo debate entre investigadores sobre onde o conceito de realeza faraónica se desenvolveu pela primeira vez. Este objeto moldou décadas de discussão sobre as origens da monarquia no vale do Nilo.
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