Parque Arqueológico do Côa, Parque arqueológico em Vila Nova de Foz Côa, Portugal.
Os sítios de arte rupestre pré-histórica do Vale do Côa reúnem mais de 1.200 rochas de xisto com gravuras ao longo do rio Côa. Os painéis estão expostos a nascente e medem entre 15 cm e 180 cm, sobretudo 40–50 cm. Os traços foram feitos por picotagem e abrasão, por vezes com finos traços de esboço. A fotografia mostra rocha cinzento-acastanhada escura com manchas laranja-ferrugem e linhas claras finas que formam figuras animais.
Os gravados na rocha foram descobertos em 1994 e datam do período Paleolítico há aproximadamente 25.000 anos, tornando-os uma das maiores coleções de arte pré-histórica ao ar livre da Europa. Estas obras antigas foram posteriormente reconhecidas pela UNESCO como património mundial juntamente com Siega Verde em Espanha.
Os gravados na rocha mostram diferentes técnicas de talhe, como picagem e abrasão, que retratam cavalos, gado e símbolos abstratos revelando a vida das sociedades pré-históricas. Estas imagens estão espalhadas pelas superfícies de xisto ao longo do rio, contando histórias de caça e vida cotidiana.
O acesso às gravuras faz-se apenas em visita guiada, organizada pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa desde agosto de 1996; a reserva é obrigatória. As superfícies gravadas são xistos verticais expostos a nascente, e a luz da manhã revela melhor os traços pouco profundos. Alguns painéis de Canada do Inferno estão submersos pelo regolfo da barragem do Pocinho.
Os gravados são algumas das formas mais antigas conhecidas de expressão artística humana e retratam cenas de caça que proporcionam uma visão sobre a vida quotidiana destas comunidades primordiais. A combinação com Siega Verde em Espanha do outro lado da fronteira cria um complexo transfronteiriço de imenso valor cultural.
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