Ruins of Gedi, Sítio arqueológico em Kilifi, Quênia.
As ruínas de Gedi ficam na floresta de Arabuko-Sokoke, junto à localidade de Gedi, cerca de 16 km a sul de Malindi e 5 km do mar. Os edifícios de um só piso foram erguidos em calcário coralino, rebocado por fora com uma camada espessa e por dentro com outra mais fina. No século XV, uma muralha de 2,5 m cercava uma cidade de 20 hectares, com mesquitas, um palácio, 14 casas de pedra e túmulos com pilares.
Os vestígios mais antigos de Gedi datam do final do século XIII ou início do XIV, e a cidade floresceu no século XV dentro de uma muralha de 2,5 metros que cercava 20 hectares. Foi temporariamente abandonada no início do século XVI, quando os portugueses tomaram as cidades costeiras, e depois repovoada por refugiados que fugiam do avanço dos oromo vindos do norte. Foi definitivamente abandonada no início do século XVII.
Os restos incluem palácios, mesquitas, casas e túmulos que refletem a arquitetura Swahili sofisticada da África Oriental medieval. Estas estruturas contam a história de um próspero centro comercial onde conviviam pessoas de diferentes culturas.
O local fica em uma área florestada que pode ficar lamaçenta durante a estação chuvosa, por isso sapatos resistentes são importantes. A visita é possível a qualquer hora, mas o início da manhã ou o final da tarde oferecem menos calor e melhor luz para explorar.
Escavações revelaram espadas persas, ornamentos de prata e porcelana chinesa, mostrando até que ponto se estendiam as redes comerciais dessa comunidade costeira. Esses achados provam que Gedi não era apenas um centro africano, mas estava integrado em sistemas econômicos globais.
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