Madonna di Sombreno, Santuário religioso em Paladina, Itália.
Madonna di Sombreno é um santuário formado por dois blocos contíguos, um dedicado à Natividade de Maria, outro à Madonna Addolorata, numa elevação sobranceira a Sombreno, na província de Bérgamo. A fachada em frontão é lisa, com portal em pedra e duas aberturas laterais retangulares com moldura de pedra e grades; um portal em arco pleno encimado por estuques representando Deus Pai a abençoar precede a entrada. O interior tem nave única dividida por pilastras em três tramos com arcos laterais em ogiva.
O primeiro documento que cita um local de culto data de 1093: uma escritura de venda menciona a «cappellai Sante Maria di Brene», inserida no castelo de Breno que defendia a ponte de Lemine ou a via Regina entre Como e Bérgamo. No Duecento surge como «Ecclesia Sancte Marie de Breno», território limítrofe da igreja de Sant'Alessandro em Bérgamo. Em 1493 o podestà Francesco Mocenico e o capitão Matteo Lauredano autorizaram a reconstrução da igreja, considerada inadequada.
A igreja exibe obras de arte de pintores notáveis como os frescos de Pietro Baschenis e a pintura da Natividade de Antonio Zanchi do século XVII. Essas obras preenchem o interior com imagens religiosas criadas por artistas locais e visitantes daquela época.
O santuário fica acima de Sombreno e chega-se a pé por uma escadaria de pedra que o liga à aldeia de Breno, ou por uma entrada com grade que dá para o amplo adro. A subida é curta mas com degraus, pelo que convém contar com tempo; as duas igrejas contíguas abrem-se a partir do mesmo adro.
O santuário abriga um grande osso de baleia pendurado no teto, datado de algum lugar entre 1432 e 1591. Este artefato marítimo inesperado levanta questões intrigantes sobre antigas conexões entre esta localização montana e regiões costeiras.
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