Zecca di Mediolanum, Casa da moeda romana e sítio arqueológico em Milão, Itália.
A Zecca di Mediolanum era uma casa de moeda romana em Milão cujas paredes de pedra ainda permanecem. Os restos arqueológicos foram descobertos sob o antigo edifício do banco e revelam como era estruturada essa fábrica de moedas.
A ceca abriu sob Galieno por volta de 260 e cunhou a «série das legiões», 23 tipos de antoninianos. Aureliano fechou-a em 274 a favor de Ticinum, mas Maximiano reabriu-a por volta de 290-291, quando Mediolanum se tornou a sua capital. Constantino I fechou-a em 326-327 e Constâncio II reativou-a em novembro de 352. Depois de 395 forneceu ouro e prata às províncias do norte até ao encerramento por volta de 404, com a transferência da capital para Ravena.
A casa da moeda produzia moedas com retratos e símbolos imperiais que refletiam o poder e os valores artísticos do domínio romano no norte. Essas moedas eram pequenos objetos que levavam a mensagem do império por toda a região.
As paredes retangulares encontradas em 1908 durante a construção do Banco de Itália ficam entre a Via Moneta e a Via Armorari, orientadas de noroeste para sudeste como o fórum vizinho. O nome da Via Moneta recorda a ceca. Os restos são subterrâneos e não têm acesso livre; a entrada faz-se apenas por visitas arqueológicas guiadas ou exposições temporárias.
Moedas desta casa de moeda frequentemente trazem as letras MD gravadas, abreviação de Mediolanum que ajuda arqueólogos a identificar sua origem. Essas marcas funcionam como impressões digitais antigas, conectando cada peça diretamente a este centro de produção do norte.
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