Torre Alemanna, Torre em Cerignola, Itália
Torre Alemanna é um complexo rural perto de Cerignola com uma torre de vigia quadrada de cerca de 10 metros de lado e 24 de altura. Ao redor erguem-se edifícios acrescentados ao longo dos séculos para habitação, produção e culto. A sala do rés-do-chão da torre tem uma abóbada de cruzaria com nervuras sobre quatro colunas com capitéis góticos de crochet.
O nome Torre Alemanna aparece num documento do Codice diplomatico barlettano de 1334, onde um limite de propriedade é descrito como «viam qua itur a Turri de Alamagnis». O topónimo surge também em documentos posteriores e na cartografia moderna como Torre de la Manna. O nome Alemanna remete para os Cavaleiros Teutónicos, a quem Frederico II doou terras perto de Corneto no século XIII.
O nome Alemanna remete aos Cavaleiros Teutônicos, a quem Frederico II doou terras perto de Corneto no século XIII. Entre os séculos XIV e XV a bailia possuía mais de 2.800 hectares e a sua produção pecuária e cerealífera sustentava também San Leonardo di Siponto, de que dependia. Em 1483 os cavaleiros cederam a propriedade à Igreja, que a administrou como comenda consistorial por meio de procuradores.
O complexo fica a 18 km de Cerignola pela estrada provincial para Candela, no cruzamento de dois tratturi, as antigas rotas de transumância. Hoje faz parte da aldeia rural Torre Alemanna-Borgo Libertà, fundada em 1951. O acesso é por veículo próprio; o local está em campo aberto, longe da cidade.
A loggia construída em 1750 por Diego Ingellis, procurador do cardeal Pasquale Acquaviva d'Aragona, liga o Palácio do Abade à torre e foi acrescentada após o terramoto de 1731. A mesma campanha criou a entrada principal a sudeste. A sala térrea da torre é coberta por abóbada de cruzaria sobre quatro colunelos com capitéis góticos de crochet.
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