Palazzo Ramirez de Montalvo, Palácio renascentista em Florença, Itália.
O Palazzo Ramirez de Montalvo é um palácio maneirista no Borgo degli Albizi 26, em Florença, com a fachada coberta de esgrafito. Este foi executado em 1573-1574 a partir de cartões de Giorgio Vasari, segundo um programa de Vincenzo Borghini, e cobre a superfície com desenhos monocromáticos. O portal está deslocado para a esquerda e as janelas ajoelhadas têm cornijas de pedra.
Antonio Ramirez de Montalvo, camareiro pessoal de Cosimo I e copeiro de Eleonora de Toledo, comprou entre 1558 e 1564 as antigas casas dos Buonafé, dos Pazzi e dos Adimari. Bartolomeo Ammannati projetou o palácio, construído a partir do início da década de 1560 e concluído em 1568 sob a direção de Alfonso Parigi, o Velho. A família Ramirez manteve-o por cerca de três séculos; em 1866 passou aos Matteucci e foi depois dividido em apartamentos.
O nome do palácio vem da família Ramirez de Montalvo, que o ocupou por cerca de três séculos. Nele viveu Eleonora Ramirez de Montalvo, fundadora em 1650 das Irmãs Mínimas Servas da Santíssima Trindade, ditas "montalve". No portal há um escudo com as armas da família, repetido na pequena corte interna.
O palazzo fica no Borgo degli Albizi 26, onde a fachada é bem visível da rua graças à ausência de edifícios em frente. O primeiro andar alberga hoje a Pandolfini Casa d'Aste, casa de leilões fundada em 1924, pelo que os interiores costumam ver-se apenas em exposições ou leilões. O edifício está sob proteção arquitetónica desde 1936.
Entre 1739 e 1758, o barão Philipp von Stosch alugou o palácio e ali conduziu atividades de espionagem para o seu governo inglês, vigiando Carlos Eduardo Stuart. Johann Joachim Winckelmann residiu no palácio para catalogar a sua coleção de gemas e ali conheceu o erudito Angelo Maria Bandini.
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