Monastero di Santa Chiara, Mosteiro renascentista em Urbino, Itália.
O Monastero di Santa Chiara é um mosteiro renascentista no coração de Urbino, no centro de Itália, hoje utilizado como instituição de ensino. O edifício apresenta janelas em arco, pátios simétricos e as proporções equilibradas típicas desse período arquitetónico.
Um primeiro edifício ergueu-se no local por volta de 1420 para acolher o Conservatório de mulheres viúvas; em 1456 o papa Calisto III concedeu-lhe a Regra da observância de santa Clara por intercessão do duque Federico III da Montefeltro. Em 1482 a sua filha Elisabetta da Montefeltro retirou-se ali após a morte do marido Roberto Malatesta, tomou os votos e financiou uma reforma projetada por Francesco di Giorgio Martini, que ficou inacabada. A partir de 1538 a igreja tornou-se o mausoléu ducal dos Della Rovere e, por volta de 1620, Francesco Maria II reduziu-a a planta central.
As clarissas saíram em 1863, com a confiscação dos bens eclesiásticos após a unificação italiana; mais de cem obras foram retiradas do mosteiro, entre elas a célebre tábua Città ideale, que formou o primeiro núcleo da Galeria Nacional das Marcas. Desde os anos setenta o edifício alberga o ISIA, o instituto superior das indústrias artísticas.
Como o edifício funciona atualmente como escola, o acesso à maioria das áreas requer acordo prévio e não está aberto a visitantes a qualquer momento. Visitar fora do período letivo pode aumentar as possibilidades de ver mais partes do edifício.
Durante o restauro de quatro anos concluído a 22 de setembro de 2011, os restos dos duques Montefeltro e Della Rovere foram retirados da cripta e guardados num armário do pessoal do ISIA. Desde 1538 a igreja era mausoléu ducal, começando pelo duque Francesco Maria I Della Rovere e por Eleonora Gonzaga.
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