Castello di Larciano, edifício em Larciano, Itália
O Castello di Larciano é uma fortificação nas encostas do Montalbano, a 165 metros de altitude, na província de Pistoia. A configuração atual remonta ao século XIII, quando Pistoia reforçou as muralhas, com cerca de 1.050 metros; parte do perímetro ainda existe. Das quatro torres resta apenas a mais alta, com 40 metros, rodeada pelo cassero. As paredes divisórias internas perderam-se e no pátio há uma cisterna ainda em funcionamento.
O local abrigou uma vila etrusca e depois uma romana antes de o conde Tegrimo, antepassado dos condes Guidi de origem lombarda, mandar construir em 927 uma torre de vigia de 40 metros. Em 1225, os quatro filhos de Guido Guerra di Modigliana venderam o castelo a Pistoia por 6.000 liras pisanas; Pistoia cercou-o com uma muralha de cerca de um quilómetro e as portas do Bagno e de San Marco. Em 1302 foi sitiado por tropas florentinas e lucquesas, e Pistoia pagou 10.000 florins de ouro para o recuperar em 1310.
O nome Larciano provavelmente vem do latim "Larcius", refletindo as raízes antigas da região. Hoje, as paredes de pedra espessas e as janelas estreitas revelam como os moradores medievais construíram suas defesas e organizavam a vida cotidiana.
Sobe-se à torre por cerca de 200 degraus, e parte do perímetro de muralhas de cerca de 1.050 metros está intacto e é transitável. Três portas abrem-se ainda para a única praça, de onde três estradas convergiam na praça principal. O museu arqueológico está instalado dentro do recinto do castelo, não numa cave.
O Marzocco, um leão sentado que segura o escudo com flores-de-lis de Florença, ergue-se numa coluna em frente ao castelo; falta-lhe a cabeça. A tradição local atribui a decapitação a antigas rivalidades entre Larciano e a aldeia vizinha de Cecina. A cisterna do castelo ainda funciona no pátio.
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