Cuasso Castle, Castelo medieval em Cuasso al Monte, Itália
O castelo de Cuasso (Castelasc em lombardo) é um edifício defensivo em ruínas que ocupa todo o cume da colina de Cuasso al Monte, em cerca de 3.500 m² com um perímetro de 400 m. É composto por uma torre de menagem de quatro pisos a 430 m e uma fortaleza nordeste a 455 m, a parte mais antiga, de origem romana. Atrás da torre, um pátio plano abriga os vestígios das igrejas de São Dionísio e Santo Ambrósio.
A torre mais antiga remonta à época romana, quando servia como posto de sinalização; os lombardos ampliaram-na segundo uma planta invulgar, comparável apenas ao castelo de Warkworth e ao desaparecido castelo de Trecate. O castelo guardava a estrada de Milão para os desfiladeiros de San Bernardino e São Gotardo antes de existir a ponte de Melide, e mais tarde pertenceu ao Contado del Seprio. Abandonado no século XIII, albergou a paróquia até meados do século XVI e depois serviu de cemitério.
Os locais chamam ao castelo Castelasc, em dialeto lombardo. O nome Cuasso provavelmente funde o latim covum (enseada) com o germânico Sachs-i (espada saxã), forma latina tardia de Saxo. Os lombardos assentavam as terras conquistadas por grupos familiares chamados farae, prática que deixou marcas na toponímia local.
A fortaleza nordeste, a parte mais antiga a 455 m, só é alcançada com dificuldade devido à inclinação e à vegetação densa, enquanto a torre de menagem fica a 430 m. A porta principal de carros, na muralha sudeste, era acedida por uma passadeira de madeira elevada. São necessários calçados resistentes nas ruínas irregulares.
A fortaleza nordeste, parte mais antiga do castelo, foi primeiro uma torre de sinalização romana ampliada pelos lombardos. Do alto dessa colina, ao contrário do torreão, vê-se toda a zona sul do lago de Lugano. O acesso continua difícil devido ao relevo e à vegetação densa.
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