Albenga Baptistery, Batistério paleocristão em Albenga, Itália
O Batistério de Albenga tem uma planta decagonal inferior, com dois cantos chanfrados para se adaptar à rua, e um tambor octogonal superior perfurado por dezesseis pequenos arcos. No interior, oito lados abrem-se em nichos quadrados e semicirculares, e oito colunas coríntias de granito, reaproveitadas de um templo pagão, sustentam os arcos. A cúpula de madeira resulta da restauração de Alfredo d'Andrade no século XX.
As inscrições datam o edifício do século V, sob um Flávio Constâncio, embora alguns estudos o situem entre a segunda metade do século V e o início do VI. A sua forma segue a do templo do Sol do palácio de Diocleciano em Split, e as suas oito colunas coríntias de granito vieram de um templo pagão. Há registo de reparações desde 1491, sob o bispo Leonardo Marchese.
O interior apresenta mosaicos do século VI com símbolos religiosos como o emblema Chi-Rho, doze pombas representando apóstolos e duas ovelhas em uma cena pastoril. Essas obras mostram como os primeiros cristãos usavam imagens para ensinar ideias espirituais.
O acesso é feito por uma escada do lado da catedral, construída em 2000, que desce ao nível da cidade do século V; o batistério voltou então a acolher celebrações religiosas. Fica numa praceta junto à via Nino Lamboglia, entre o antigo edifício da Câmara e a Catedral de San Michele Arcangelo.
A estrutura contém dois monumentos funerários lombardos de um período posterior, mostrando como o local continuou sendo usado após a mudança de sua função original. Os mosaicos incluem três círculos concêntricos simbolizando a Trindade, representando exemplos raros sobreviventes desta linguagem artística teológica.
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