Gardiol, Dialeto occitano em Guardia Piemontese, Itália
O gardiol (gardiòl em occitano) é o dialeto occitano falado em Guardia Piemontese, na Calábria. Pertence ao ramo vivaro-alpino, trazido por colonos valdenses dos vales piemonteses no século XIV. A pronúncia difere do occitano francês, mas desde os anos 1970 uma grafia adaptada da norma clássica pelo romanista alemão Hans-Peter Kunert torna-o legível fora da localidade.
O gardiol descende do occitano vivaro-alpino dos vales do Piemonte, levado a Guardia Piemontese pelos valdenses no século XIV. Em 1561 uma perseguição aos valdenses matou muitas pessoas. Desde os anos 1970, Arturo Genre difundiu o nome de occitano e a grafia da Escolo dòu Po, e Hans-Peter Kunert adaptou ao gardiol a grafia clássica do occitano, permitindo um dicionário gardiol-italiano e material escolar.
O Gardiol faz parte da vida cotidiana em Guardia Piemontese, falado entre vizinhos e famílias que o consideram parte de sua identidade local. A língua une os residentes ao seu patrimônio compartilhado e distingue sua comunidade das regiões vizinhas.
Guardia Piemontese é um pequeno município da província de Cosenza, acessível por estrada a partir da autoestrada A2 e da costa tirrena. O centro histórico é compacto e explora-se a pé, com vielas inclinadas e escadas. O posto de turismo pode pôr os visitantes em contacto com residentes e grupos culturais que ainda usam o gardiol diariamente.
O romanista alemão Hans-Peter Kunert adaptou ao gardiol a grafia clássica do occitano, tornando a língua legível fora de Guardia Piemontese; isso permitiu materiais escolares e um dicionário gardiol-italiano. Em 1999, o estudo de campo de Agostino Formica mostrou que a língua se mantinha bem apesar de cerca de 370 falantes. Fiorenzo Toso contou 340 falantes entre 1.860 habitantes em 2007.
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