Beit Romano, Edifício da yeshivá em Hebron, Cisjordânia
Beit Romano é um grande edifício retangular de blocos de pedra bege-clara situado fora da casbá de Hebrom, a primeira construção erguida fora da cidade velha. A fachada esquerda tem três altos vãos em arco divididos por mainéis de pedra, três janelas em arco menores acima e um medalhão redondo com a menorá de sete braços e inscrições em hebraico. A ala direita, mais simples, tem filas de pequenas janelas em arco; o edifício original tinha três andares.
Construído em 1875-1876 por Haim Yisrael Romano, um comerciante de cereais de Istambul, o edifício foi a primeira construção fora da cidade velha de Hebrom. Abrigou uma sinagoga para judeus turcos e o rabino Chaim Hizkiyahu Medini, que ali completou sua enciclopédia Sde Hemed. Em 1914, o rabino Sholom Dov Ber Schneersohn de Chabad comprou-o e fundou a yeshiva Torat Emet. Sob o mandato britânico serviu como tribunal e quartel-general da polícia, e em 1929 tornou-se ponto de reunião para as vítimas judias.
O edifício abriga uma ieshivá onde os alunos se dedicam diariamente ao estudo de textos e ensinamentos religiosos judaicos. Serve como um centro vivo para a educação e prática tradicional na Cidade Velha.
Beit Romano fica na zona H2 da Hebron dividida, junto à antiga estação rodoviária central encerrada, rodeado por postos de guarda militares, alguns no telhado do edifício e no de casas palestinianas vizinhas. O local abriga a yeshivá Shavei Hevron e uma base militar, pelo que a entrada não é aberta ao público. No interior guardam-se as escrituras otomanas e fotografias dos rabinos.
As escrituras otomanas do terreno são guardadas e expostas no edifício, junto com outros documentos jurídicos e fotos dos rabinos que ali viveram e ensinaram. Sobre a entrada, um medalhão de pedra traz uma menorá de sete braços com inscrições em hebraico acima e abaixo.
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