Great Mosque of Ramla, Mesquita e basílica menor em Ramla, Israel
A Grande Mesquita de Ramla é um edifício religioso com três naves paralelas e uma nave central, exibindo o layout de uma basílica clássica. O interior é estruturado por colunas que dividem as diferentes seções.
O edifício foi erguido em meados do século XII como catedral cruzada dedicada a João Batista, com base na identificação equivocada de Ramla com Ramá, a cidade de José de Arimateia. Serviu aos cruzados até 1260, quando os mamelucos de Baybars tomaram a região e expulsaram os cristãos, transformando a catedral em mesquita. Obras mamelucas acrescentaram minbar e mihrab, e duas inscrições de dedicação sobre as portas norte nomeiam Baybars (1268) e o sultão Qutbugha (1298); o minarete foi restaurado em 1314.
A mesquita conserva a planta da igreja cruzada: uma basílica do século XII dedicada a João Batista, com cerca de 60 m de comprimento e 20 m de largura, com oito colunas de cada lado e capitéis de motivos vegetais. No canto oeste do pátio resta o portal cruzado de três arcos sobre três colunas, lido como alusão à Trindade. O mihrab e o minbar mamelucos apontam para Meca.
Os visitantes podem entrar na maioria dos dias e devem usar sapatos confortáveis pois os pisos podem ser irregulares em alguns lugares. É aconselhável verificar os horários exatos com antecedência e se vestir modestamente.
No pátio ergue-se um túmulo com cúpula que a tradição muçulmana identifica como sepultura de Shahab al-Din, oficial superior do exército de Saladino morto na batalha de Hattin em 1187. A mesma figura está também associada ao Maqam Shahab al-Din de Nazaré, conhecido como Mesquita da Disputa.
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