Baradla Domica cave system, Sistema de cavernas cársticas em Aggtelek e Kečovo, Hungria e Eslováquia
O sistema de grutas Baradla-Domica é uma rede de 25,5 quilómetros de galerias em calcário triássico que liga a gruta Baradla, na Hungria, à gruta Domica, com 5,3 quilómetros, na Eslováquia. O ramo principal percorre sete quilómetros de Aggtelek a Jósvafő, com uma largura média de 10 metros e uma altura de 7 a 8 metros, e alarga-se em grandes salas. A fotografia mostra uma sala de rocha nua com longas estalactites de ponta clara, paredes castanhas e creme, estalagmites arredondadas e uma poça escura.
A gruta é mencionada pela primeira vez em registros escritos em 1549 e foi explorada sistematicamente no final do século 18 quando começaram os primeiros levantamentos. Essas primeiras expedições revelaram a vasta escala da rede subterrânea.
A entrada natural da gruta está aberta desde a pré-história e abrigou povos do Neolítico. O riacho Acheron, nomeado a partir do rio grego do submundo, percorre a passagem principal apenas durante as cheias; o riacho Styx chega do lado eslovaco de Domica. Os visitantes seguem o caminho principal junto ao leito seco do Acheron.
As visitas guiadas operam diariamente nas seções iluminadas da gruta, com rotas estabelecidas e corrimãos garantindo a segurança dos visitantes. O terreno é geralmente fácil de percorrer, mas é recomendável levar calçado confortável e um casaco leve, pois o ar subterrâneo permanece fresco o ano todo.
O riacho Acheron, que escavou o corredor principal, hoje só o percorre durante as cheias; na estação seca infiltra-se por sumidouros até às grutas inferiores, 30 a 40 metros mais abaixo. É alimentado por onze dolinas e a sua bacia hidrográfica ultrapassa os 40 km².
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