Batthyány Mansion, Bicske, Castelo do século XVIII em Bicske, Hungria
A Mansão Batthyány é um castelo isolado de dois pisos em Bicske, construído em 1754-1755 segundo planos de József Hild, com planta em U e 64 salas. A fachada principal segue um ritmo de 3+10+3 eixos, com ressaltos ligeiramente salientes nas duas extremidades, janelas em arco abaixado no piso térreo e grandes janelas em arco pleno no piso superior. Uma simples varanda com grade de ferro sobre mísulas duplas percorre o terceiro e o oitavo eixos, e as alas terminam em troços de dois eixos.
O conde Lajos Batthyány, último palatino nacional da Hungria, mandou construir o solar em 1754-1755 segundo planos de József Hild. O arcebispo József Batthyány ampliou-o por volta de 1770 e acrescentou a capela privada. Tivadar Batthyány remodelou-o entre 1796 e 1799 em estilo barroco tardio e neoclássico inicial. Em 1848 três comandantes austríacos sucessivos instalaram aqui o seu quartel-general, e na Segunda Guerra Mundial serviu de hospital militar alemão e depois húngaro.
O edifício funciona como lar de crianças desde 1929, quando a cidade de Budapeste instalou aqui um instituto de proteção à mãe e à criança, após o ministério comprar o palácio em 1928. No salão de cerimónias, uma exposição sobre a história da instituição mostra fotografias e documentos da época do orfanato, e guardam-se a pena de ganso de prata e o tinteiro de cristal da rainha Isabel e de Francisco José. A ala oeste acolhe uma exposição comemorativa Batthyány com a cadeira e o berço de Lajos Batthyány e pinturas do conde Gyula Batthyány.
O palácio pertence ao Estado húngaro e é usado gratuitamente pela autarquia de Budapeste; nele funciona o lar infantil Kossuth Zsuzsa, pelo que não é um museu aberto ao público. Podem ver-se a exposição sobre a história da instituição na sala de cerimónias e a exposição Batthyány na ala oeste. Em volta do edifício estende-se o parque de 11 hectares, protegido como monumento.
Em 1921, um quarto de hóspedes foi preparado na ala leste para a rainha Zita, enquanto o rei Carlos IV tentava regressar ao trono. O casal real nunca ali ficou: não queria ser preso num palácio Batthyány em caso de fracasso, o que ligaria os nomes Habsburgo e Batthyány. O quarto ficou sem uso.
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