Istállós-kői Cave, Caverna pré-histórica em Szilvásvárad, Hungria
A gruta de Istállós-kői abre-se a 546 m de altitude na encosta do Istállós-kő, de 959 m, o segundo pico mais alto do Bükk. A sua grande entrada triangular segue uma linha de falha geológica e conduz a uma única sala ampla. Esta gruta-nascente inativa em calcário triássico tem 57 m de comprimento, com 46 m de extensão horizontal, e o seu preenchimento de 2,5 m de espessura contém dois níveis de ocupação da Idade da Pedra.
As escavações arqueológicas de 1912 revelaram ferramentas de pedra, fragmentos de cerâmica e restos de animais pré-históricos como ursos-das-cavernas, mamutes-lanudos e leões-das-cavernas. Esses achados demonstram que a gruta foi habitada em diferentes períodos e que as culturas humanas buscaram abrigo nela ao longo de vastos períodos de tempo.
O nome significa «gruta da rocha do estábulo»: a montanha deve o nome à gruta, que servia de estábulo. As escavações revelaram também uma lareira com cerâmica da cultura de Bükk, joias de concha e os ossos queimados de 27 jovens, interpretados como prova de canibalismo ritual. A maioria dos achados está exposta na casa Orbán, em Szilvásvárad.
Uma trilha sinalizada em zigue-zague sobe até à entrada a partir da nascente de Szalajka. A gruta não está fechada e pode ser visitada livremente, sem necessidade de lanterna. O local fica numa zona estritamente protegida do Parque Nacional de Bükk, acima do vale de Szalajka.
Aqui foi encontrado um fémur de 12 cm de um urso-das-cavernas jovem, com cerca de 45.000 anos; alguns investigadores interpretam-no como uma flauta de osso com três orifícios, soprada pela extremidade inferior fechada. É citado entre os instrumentos musicais mais antigos do mundo.
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