Argoules Valloires abbey, Órgão histórico na Abadia de Valloires, França.
O órgão da abadia de Valloires ergue-se na parede oeste da nave da igreja abacial, em Argoules. A sua caixa de carvalho e tília, feita por Simon Pfaff de Pfaffenhoffen, tem uma base apainelada com porta dupla central e duas aberturas em arco laterais, figuras esculpidas nos cantos e uma balaustrada de figuras esculpidas por cima. Atrás da balaustrada elevam-se três grupos de tubos de metal prateado, o central mais alto do que os dois laterais, rematados por volutas e figuras esculpidas.
A igreja abacial foi reconstruída entre 1741 e 1756, depois de soldados espanhóis a terem devastado no século XVII. Simon Pfaff de Pfaffenhoffen, barão austríaco no exílio, fez a caixa em carvalho e tília. O instrumento, atribuído a Charles Dallery ou a seu pai, tinha 22 registos e dois teclados. Em 1845 os irmãos basilianos reconstruíram-no com 32 registos e um terceiro teclado de recitativo expressivo.
A caixa e o coro estão classificados como monumento histórico desde 29 de setembro de 1907. Em 1993, o organeiro Théo Haerpfer restaurou o instrumento para recuperar o órgão dos basilianos, e Marie-Claire Alain inaugurou-o. O órgão está afinado no diapasão original, a 392 Hz, com temperamento desigual.
O órgão fica na parede oeste da nave, não no centro da igreja, pelo que se deve olhar para o fundo ao entrar. A consola está atrás da caixa, numa janela, e não é visível da nave. O instrumento está afinado no diapasão original, 392 Hz, com temperamento desigual.
O restauro de 1993 do organeiro Théo Haerpfer conservou a maior parte da tubagem do século XIX e quatro registos dos séculos XVII e XVIII. O órgão está afinado no diapasão original, a 392 Hz, com temperamento desigual, e Marie-Claire Alain inaugurou o instrumento restaurado.
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