Hôtel des Roches Noires, Monumento hoteleiro do Segundo Império em Trouville-sur-Mer, França.
O Hôtel des Roches Noires é um antigo hotel de luxo em estilo Segundo Império, erguido na praia de Trouville-sur-Mer. A fachada inferior é de pedra clara com janelas em arco, enquanto os andares superiores são de tijolo vermelho com janelas retangulares de moldura branca; varandas de ferro forjado preto percorrem os níveis intermédios sob um telhado escuro e inclinado com lucarnas. A frente longa e angulada prolonga-se em alas à esquerda e à direita, e à direita um portão branco abre para um relvado com arbustos densos.
O hotel é o segundo grande hotel de luxo erguido neste trecho da costa normanda. O arquiteto Alphonse-Nicolas Crépinet projetou-o com 75 quartos; foi inaugurado a 15 de julho de 1866 e em 1913 contava 300, com luz elétrica desde 1904. Em 1924 Robert Mallet-Stevens renovou-o em parte e converteu o grande átrio numa montra da art déco. Encerrou em 1949 e foi vendido em apartamentos privados.
Marguerite Duras comprou o apartamento n.º 105 em 1963 e passou lá todos os verões até 1994, escrevendo L'Amant e Emily L. e filmando India Song. Quase todas as noites jantava na mesa n.º 310 da brasserie Le Central, onde tomava notas na toalha e comia ostras.
O antigo hotel foi dividido em apartamentos privados depois de 1949, pelo que o interior, incluindo o átrio art déco, não está aberto aos visitantes. O exterior vê-se da praia e da rua; o portão branco com a placa vermelha e branca fica na base da fachada de esquina.
Monet pintou o hotel em 1870, no verão anterior à Guerra Franco-Prussiana, mas não pôde hospedar-se nele: alojava-se modestamente com a família no Hôtel de Tivoli e deixava a esplanada todas as noites. A tela, doada ao Estado francês em 1947, está no Musée d'Orsay desde a sua abertura em 1986.
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