Ramparts of Neuf-Brisach, Fortificação em Neuf-Brisach, França
A muralha de Neuf-Brisach é um sistema defensivo de planta octogonal, com oito torres abaluartadas cobertas por outras tantas contra-guardas, tenalhas e meias-luas. As suas paredes de pedra, fossos e portas estendem-se por vários quilómetros. O grés rosa usado na construção chegou por um canal aberto até aos Vosges.
Após o tratado de Rijswijk de 1697, que fez a França perder a praça-forte de Brisach na margem alemã do Reno, Luís XIV mandou construir uma nova cidade fortificada a meia légua do rio, projetada por Vauban e Jacques Tarade. A primeira pedra foi colocada a 18 de outubro de 1698 e as fortificações ficaram concluídas em 1702; o grés rosa dos Vosges chegou por um canal aberto para o efeito. Em 1870 a guarnição de 5.500 homens e 108 canhões resistiu 33 dias antes de capitular, e a partir de 1875 as obras foram refeitas como cabeça de ponte alemã.
A cidade fortificada chama-se Neuf-Brisach, a «nova Brisach», fundada em frente à antiga praça-forte perdida em 1697. Encerrada nas suas muralhas, não podia expandir-se: a guarnição foi dissolvida em 1992. A igreja Real de São Luís, iniciada em 1731 e concluída em 1736, e a câmara municipal, terminada em 1758, marcam ainda o centro.
O recinto percorre-se a pé; uma escada metálica na face interior da muralha desce até ao fosso, onde uma plataforma circular de metal com grades e rodas de ferro assenta na relva. As muralhas de cantaria curvam-se e quebram, coroadas por uma encosta relvada. A cidade não pode crescer para fora das fortificações, pelo que o percurso segue o seu traçado.
O local contém mais de uma dúzia de edifícios protegidos que permanecem todos dentro das muralhas. Essa concentração o torna um exemplo particularmente valioso do planejamento urbano francês daquele período.
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