Tamaris, Sítio arqueológico em Martigues, França
Tamaris é um sítio arqueológico num promontório com mais de 200 metros sobre o Mediterrâneo, no sul de Martigues. Do lado de terra, duas muralhas erguidas por volta de 600 a.C. fechavam-no: um arco de 150 metros no ponto mais alto e um muro de 50 metros que isola uma ponta de 0,5 hectares, com uma porta em chicane curva ladeada por torres de 5,50 a 6 metros de espessura. Blocos de calcário jazem espalhados pela encosta.
Tamaris era uma aldeia avática ocupada sobretudo na primeira metade do século VI a.C., com vestígios de uso até ao século seguinte. As suas duas muralhas foram construídas por volta de 600 a.C.; a meio do século VI, a porta da muralha sul foi obstruída por um muro. A aldeia perdeu importância após a chegada dos foceus a Marselha e foi abandonada ao fim de cerca de duas gerações.
Tamaris não era um porto, mas uma aldeia num cabo sobre o Mediterrâneo. O seu nome é o dos aváticos, povo celtoligur. As escavações revelaram algumas dezenas de cerâmicas finas gregas e etruscas, um fragmento de taça com decoração excisa e dois botões de bronze com argola, indícios de contactos com a Saint-Blaise etrusca.
O povoado ocupa um cabo com mais de 200 metros sobre o Mediterrâneo, com falésias do lado do mar e uma dupla muralha do lado de terra. O solo é irregular, coberto de blocos calcários e folhagem seca, pelo que convém calçado resistente. O sítio fica no sul do município de Martigues, em Bocas do Ródano.
As escavações revelam dois métodos de construção diferentes: algumas estruturas têm buracos de poste indicando materiais temporários, enquanto outras foram construídas com terra compactada. Essas diferenças lançam luz sobre diferentes grupos sociais ou fases de ocupação.
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