Abbaye de Longuay, Abadia cisterciense em Aubepierre-sur-Aube, França.
A abadia de Longuay é uma antiga abadia cisterciense em Aubepierre-sur-Aube, Alta Marna. Restam quatro tramos abobadados com nervuras da ala sul do claustro, a sala de aquecimento, parte da sala dos monges e a ala dos conversos, transformada num celeiro do dízimo de dois pisos. Por volta de 1830, a família Bouchu, mestres de forjas, construiu um castelo que incorpora uma pequena parte do claustro. A alta fachada de pedra com empena íngreme e três portais em arco pleno pertence a este edifício do século XIX.
Fundada em 1102 por Roberto da Borgonha, bispo de Langres, para Chrétien de Leuglay e seus sobrinhos, Longuay foi primeiro uma casa hospitaleira no pântano do Aube. Em 1126 o bispo Willenc tornou os irmãos cónegos regulares sob a regra de Santo Agostinho. Em 4 de março de 1149 aderiu à ordem cisterciense como filha de Clairvaux, e 24 abades regulares sucederam-se até o surgimento dos abades comendatários em 1532. Os monges partiram em 1790 e os bens foram vendidos entre 1791 e 1793.
O nome Longuay vem do latim Longum vadum, «vau comprido», devido ao pântano alimentado pelo rio Aube onde a comunidade se instalou. A ala dos conversos, transformada em celeiro de dízimos de dois pisos, é considerada uma das principais obras da arquitetura cisterciense. As forjas de La Chaume e as granjas de Hierce e Grand-Bois recordam o trabalho industrial e agrícola dos irmãos leigos.
Os vestígios ficam no vale do Aube, entre Aubepierre-sur-Aube e Dancevoir, acessíveis pela estrada do vale; o recinto envolve uma casa do século XIX e continua a ser propriedade privada, pelo que o acesso não está garantido. O celeiro do dízimo, a ala do século XIX e o pombal estão protegidos pela classificação de 2019, e o sítio foi incluído em 2018 entre o património em perigo. Do exterior distinguem-se os tramos conservados do claustro e a ala dos conversos convertida em celeiro de dois pisos.
A ala dos irmãos conversos foi transformada num celeiro de dízimos de dois pisos e é considerada uma das principais obras da arquitetura cisterciense. O celeiro foi inscrito como monumento histórico a 5 de outubro de 1925; o castelo do século XIX, a antiga ala sul da abadia com a sua extremidade leste, e o pombal foram inscritos por decreto de 29 de junho de 2016, substituído por um decreto de classificação de 11 de abril de 2019.
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