Grandes Jorasses, Pico alpino na fronteira entre França e Itália
As Grandes Jorasses são uma crista cimeira este-oeste com cerca de um quilómetro na fronteira franco-italiana, com seis pontas desde a ponta Young (3.996 m) até à ponta Walker (4.206 ou 4.208 m), a mais alta. A face norte, com 1.200 m de altura e quase um quilómetro de largura, é talhada em granito de qualidade variável. Do lado francês domina o glaciar de Leschaux; do italiano, o val Ferret e o Valdigne.
A cordada de Edward Whymper fez a primeira ascensão da ponta Whymper em 24 de junho de 1865, mas Whymper parou antes da ponta Walker. Horace Walker, com os guias Melchior Anderegg, Johann Jaun e Julien Grange, alcançou o cume mais alto em 30 de junho de 1868. A face norte foi vencida em 1935 pelo esporão Croz, por Martin Meier e Rudolf Peters.
Os seis picos levam nomes de alpinistas e da realeza: os picos Whymper e Croz homenageiam Edward Whymper e o seu guia Michel Croz, enquanto os picos Elena e Margarida recordam a princesa Elena e a rainha Margarida de Saboia. O nome Grandes Jorasses viria do francoprovençal joux, bosque de coníferas, ou do latim jugum, cume.
De Chamonix, os alpinistas acessam por Walker Spur, enquanto a rota italiana utiliza o abrigo Boccalatte em Val Ferret como base. Ambas as abordagens exigem experiência séria em montanhismo e equipamento apropriado.
A parede norte figura entre as três maiores faces norte dos Alpes, ao lado do Eiger e do Matterhorn. Este trio permanece profundamente enraizado na identidade do alpinismo extremo do continente.
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