Tholos of Delphi, Templo circular em Delfos, Grécia
O Tholos é um templo circular com vinte colunas dóricas dispostas em anel, com colunas coríntias no interior e elementos decorativos de mármore no seu teto octogonal. O edifício combina mármore pentélico em suas seções superiores com calcário em sua base inferior, e exibe dez semicolunas interiores ajustadas contra paredes curvas.
O tholos foi construído entre 400 e 375 a.C., ou segundo outras datações entre 380 e 370 a.C., no santuário de Atena Pronaia. Vitrúvio, no livro VII do De architectura, nomeia Teodoro de Foceia como arquiteto e refere que este escreveu um livro sobre o edifício. Em 373 a.C. um terramoto destruiu os templos do santuário; a reconstrução começou em 370 a.C., mas foi interrompida pelas Guerras Sagradas. O edifício foi parcialmente restaurado em 1938, com a reposição de três colunas e de partes do entablamento.
Os painéis esculpidos do edifício mostravam cenas de batalhas entre Amazonas e Centauros da mitologia grega. Essas imagens contavam histórias sobre conflitos entre a civilização e a natureza selvagem, temas que importavam muito para os antigos gregos.
O tholos ergue-se no terraço Marmaria, dentro do santuário de Atena Pronaia, cerca de 1,5 km a leste das ruínas principais de Delfos, na encosta sul do monte Parnaso. Chega-se seguindo além do santuário de Apolo pela estrada para Arachova; as três colunas restauradas e parte do arquitrave avistam-se de leste antes de alcançar o santuário.
A função do edifício é desconhecida: pode ter sido um templo dedicado a um herói local ou um tesouro circular. Em 1979, Vincent Scully defendeu que, mais claramente do que qualquer outro edifício do local, ele evoca o ônfalo, o umbigo do mundo.
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