Palm forest of Vai, Floresta de palmeiras e praia em Creta oriental, Grécia
A floresta de palmeiras de Vai ocupa um vale que desce até à praia da baía de Grandes, na costa leste de Creta. Milhares de palmeiras-das-datas de Creta (Phoenix theophrasti), de troncos espessos e fibrosos e folhas verde-brilhante, formam um bosque atrás da margem, onde filas de chapéus-de-sol com telhado de palha se erguem sobre um solo de seixos. Apenas uma faixa estreita junto à praia está aberta aos visitantes; o resto da floresta está vedado.
Vai foi «descoberta» nos anos 1970 por hippies vindos de Matala e Preveli. Em meados dessa década, a praia tornara-se um acampamento caótico e um lixão, pelo que as autoridades cercaram a área, declararam-na reserva natural e expulsaram os campistas selvagens. O palmeiral, propriedade do mosteiro de Toplou, recuperou-se e hoje recebe milhares de visitantes de um dia.
Vai é a palavra grega para «palmeira». Uma lenda cretense conta que piratas escondidos aqui atiravam fora os caroços dos frutos que comiam, dos quais nasceu o palmeiral; como o fruto da palmeira cretense é pouco comestível, a lenda não se sustenta. O terreno pertencia ao mosteiro de Toplou, e os restaurantes da estrada ainda indicam Toplou como endereço.
A área fica a leste de Sitia e é acessível por uma estrada direta com espaços de estacionamento. Os visitantes devem esperar um terreno ensolarado e aberto, portanto a proteção solar é aconselhável.
A palmeira é Phoenix theophrasti, nomeada em 1967 pelo botânico suíço Werner Greuter em homenagem a Teofrasto, que a descreveu por volta de 300 a.C. Uma lenda local atribui o palmeiral aos caroços cuspidos por piratas, mas o fruto da palmeira cretense é quase intragável, pelo que a história não se sustenta.
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