St. Anne, Eisleben, Igreja luterana em Eisleben, Alemanha
Santa Ana em Lutherstadt Eisleben é uma igreja de nave única com coro oriental e ocidental e uma torre norte de cinco andares com janelas de traceria em arco quebrado. O coro oriental é de três lados, o coro ocidental menor é poligonal, ambos sustentados por contrafortes. Um anexo de dois pisos na parede sul do coro oriental abriga em baixo a sacristia com abóbada de cruzaria e em cima a tribuna principesca, iluminada por uma janela de traceria de quatro partes com vitrais de 1909 representando Martinho Lutero e Martin Rinckart.
O conde Albrecht IV fundou em 1511 a nova cidade mineira de Eisleben e mandou construir a partir de 1513 a igreja de Santa Ana para os seus mineiros; o coro oriental tardogótico foi consagrado em 13 de janeiro de 1516 pelo arcebispo Albrecht de Brandemburgo. Martinho Lutero, vigário distrital da congregação reformada dos agostinianos, visitou o mosteiro anexo em 1515 e 1516 e participou no seu convento geral em 1520. Sob Caspar Güttel a Reforma espalhou-se daqui a partir de 1518 e a igreja tornou-se a primeira igreja paroquial protestante do condado de Mansfeld. A nave foi acrescentada entre 1585 e 1608 sob a condessa Margareta de Mansfeld-Hinterort.
A igreja nasceu da cidade nova dos mineiros fundada em 1511; a partir de 1518 Caspar Güttel pregou ali a Reforma, tornando Santa Ana a primeira igreja paroquial protestante do condado de Mansfeld. A balaustrada de arenito do coro, renascentista, é chamada de «bíblia de imagens em pedra». Desde 2019 a paróquia integra o Pfarrbereich Eisleben I com Bischofrode, Helfta e Volkstedt.
A igreja fica numa elevação do bairro de Neustadt, com a torre norte de cinco pisos e as suas janelas em arco quebrado a marcar a entrada. No interior, o teto plano em caixotões e o púlpito elevado com baldaquino azul e dourado veem-se da nave; o retábulo da ábside fecha o fundo. Os assentamentos por lixiviação antiga fenderam o coro e a nave, pelo que algumas zonas podem estar vedadas.
A balaustrada dos assentos do coro, talhada em arenito no Renascimento, é chamada Steinbilderbibel, a Bíblia em imagens de pedra, porque os seus relevos apresentam cenas bíblicas em sequência. O retábulo de painéis tardogótico, entregue a um museu em 1888, regressou à igreja em 1920.
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