Gerhart-Hauptmann-Museum, Museu literário no distrito de Vorpommern-Rügen, Alemanha.
O Gerhart-Hauptmann-Museum ocupa a villa «Seedorn» em Kloster, na ilha de Hiddensee, comprada por Hauptmann em 1929 por 32.000 Reichsmark. A casa de dois pisos de 1920 foi ampliada em 1930/31 pelo arquiteto de Dresden Arnulf Schelcher com uma ala de um piso que abriga o escritório e a sala de jantar, ligada por um claustro sobre uma adega. O salão, os quartos, o terraço e o parque mantêm-se como ele os deixou.
O museu homenageia o escritor que revolucionou o drama de língua alemã no final do século 19 e posteriormente se tornou laureado com o Prêmio Nobel. O próprio edifício foi preservado como residência de Hauptmann e agora funciona como um espaço onde seu legado artístico permanece vivo.
As exposições revelam como Hauptmann moldou o teatro alemão de sua época e que ideias animavam seu trabalho criativo. Isso fica evidente através dos manuscritos exibidos e objetos pessoais que documentam sua jornada artística.
Os bilhetes compram-se num pavilhão separado que também alberga uma loja do museu com literatura sobre Hauptmann e Hiddensee; dali, um acesso leva à parte mais antiga da villa. O rés-do-chão entra-se por um pequeno vestíbulo com painéis sobre a vida de Hauptmann, em frente ao salão. A cozinha não pode ser visitada e o terraço diante do escritório só é acessível pelo exterior.
O corpo de Hauptmann, vestido com um hábito de monge, foi levado a Hiddensee num trem especial e depois de navio; ele morrera em 1946 em Agnetendorf, na Silésia, então sob administração polonesa. A SED explorou o episódio emocionalmente para apresentar o escritor, de ideias nacionalistas alemãs, como precursor do marxismo. Seu túmulo fica no pequeno cemitério da ilha.
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