Feldherrnhalle, Loggia neoclássica em Odeonsplatz, Munique, Alemanha
A Feldherrnhalle é uma loggia aberta neoclássica em calcário de Kelheim na Odeonsplatz, inspirada na Loggia dei Lanzi de Florença. Três arcos plenos assentam em quatro colunas cujas bases quadradas têm leões esculpidos, sob um friso de ornamentos circulares e uma balaustrada com estátuas. Nos arcos há bronzes: Tilly e Wrede nas laterais e o monumento ao Exército com a bandeira erguida ao centro.
Construída entre 1841 e 1844 por Friedrich von Gärtner a pedido do rei Luís I, a sala substituiu o portão gótico de Schwabing e a estalagem Bauerngirgl, na extremidade sul da nova Ludwigstrasse. Gärtner inspirou-se na Loggia dei Lanzi de Florença, mas elevou a escadaria para torná-la mais monumental. Dedicada ao exército bávaro, dialoga com o Siegestor a um quilómetro de distância. Os danos de guerra foram reparados entre 1950 e 1962; em março de 2025 começou uma restauração geral.
Os muniquenses zombam há muito dos dois marechais aqui homenageados: Tilly nunca foi realmente bávaro e Wrede, diz-se, nunca foi realmente um Feldherr. A piada vem do romance Erfolg, de Lion Feuchtwanger. Os bronzes foram desenhados por Ludwig von Schwanthaler e fundidos por Ferdinand von Miller em 1844.
O edifício fecha a extremidade sul da Odeonsplatz, onde começa a Ludwigstrasse; as linhas U3, U4, U5 e U6 param na estação Odeonsplatz. Entra-se na loggia aberta pela praça, e a viela Viscardigasse passa por trás, junto ao Palais Preysing. Em março de 2025 começou uma reabilitação geral prevista para três anos, pelo que partes podem estar tapadas.
Uma passagem estreita atrás da estrutura, chamada Drückebergergasse, permitia às pessoas evitar as saudações obrigatórias durante os anos 1930-1940. Esta rota oculta tornou-se uma forma silenciosa de resistência cotidiana à conformidade forçada.
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