Mongolian-Manchurian grassland, Ecorregião de pradarias temperadas na Mongólia Oriental, Mongólia Interior e nordeste da China.
A estepe mongol-manchu é uma ecorregião de 887.300 km² (PA0813) que forma um arco em torno do deserto de Gobi, dos montes Altai ao Grande Khingan. Predominam planícies planas ou levemente onduladas entre 1.000 e 1.300 m, com stipa, festuca-ovina e Aneurolepidium chinense. A foto mostra erva verde, uma colina arredondada à direita, arbustos cinzento-esverdeados e animais a pastar como pontos brancos.
Sob o Império Mongol, a estepe passou a integrar a Rota da Seda do Norte, um acréscimo ao trajeto original depois que os mongóis controlaram a China. Os viajantes a cruzavam de leste a oeste para evitar as montanhas, e o terreno aberto facilitou a expansão mongol para partes da China e da Coreia. Marco Polo, segundo as fontes, não passou por aqui.
A maioria das pessoas da estepe são nômades mongóis que vivem em gers, grandes tendas portáteis, e as famílias possuem muitos cavalos que percorrem a pradaria. Usam os animais para alimento e bebida, e os cantos tradicionais mongóis ocupam um lugar de destaque em sua cultura.
Em janeiro as temperaturas médias são de -9 °C ou menos, caindo abaixo de -20 °C nas pradarias transmontanas a noroeste dos montes Da Hinggan, onde nenhuma barreira montanhosa trava os ventos de noroeste. A precipitação anual cai de 400-450 mm no leste para 150-200 mm no oeste, concentrada num fraco monção de verão. O relevo é plano ou suavemente ondulado, entre 1.000 e 1.300 m: um guia local ajuda na orientação.
Os rebanhos de gazelas mongóis se reúnem em números notáveis no final do verão quando as pastagens mudam de cor antes da chegada da estação fria. Essas migrações sazonais estão entre os maiores movimentos de animais terrestres do planeta.
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