Mont-Terri, Sítio arqueológico e ruínas do castelo medieval em Mont Terri, Suíça
Mont-Terri é um sítio arqueológico com ruínas de castelo medieval em um planalto a 804 metros de altitude, cercado por falésias íngremes e protegido por fortificações antigas. A área de aproximadamente quatro hectares exibe restos de assentamentos de vários períodos históricos.
Artefactos de sílex e machados polidos do Neolítico assinalam o primeiro uso do cume, seguidos de ocupação no Bronze Médio e Final. No século I a.C. foi erguida a norte e a leste uma muralha do tipo murus gallicus, estrutura de madeira preenchida com pedra e terra; a única datação segura é uma moeda romana de Augusto. No século XIII, uma torre de pedra, provavelmente o «Château Thierry» dos textos coevos, substituiu uma torre de madeira.
Os habitantes chamam ao cume «Camp de Jules César», pela hipótese de 1716 do padre Pierre-Joseph Dunod de que ali César venceu os suevos de Ariovisto. Os achados incluem ânforas de vinho itálicas, fíbulas, um coador de vinho de bronze e uma série monetária que termina com Magnêncio Decêncio (351–353).
O local fica em um planalto com boas vistas e pode ser explorado a pé, embora os caminhos íngremes exijam bom equilíbrio. Os visitantes devem trazer calçado adequado e reservar tempo suficiente para ver tanto os restos arqueológicos quanto as ruínas do castelo.
O cume é conhecido localmente como «Acampamento de Júlio César», mas a única datação segura é uma moeda romana de Augusto. Em 1862 o arqueólogo Auguste Quiquerez revelou que os proprietários Koeckler e Maupassant tinham enterrado antiguidades compradas noutro local. As escavações de Alban Gerster e de uma equipa de Basileia em 1984 encontraram pontas de flecha de sílex e um denário do século X de Luís IV.
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