Pipe organ of Basilique Notre-Dame de Valère, Órgão de tubos na Basílica de Notre-Dame de Valère, Sion, Suíça.
O órgão da basílica de Notre-Dame de Valère está suspenso numa tribuna em ninho de andorinha na parede oeste da nave. A sua caixa pintada, com rendilhado gótico e portas pintadas por Peter Maggenberg, tem uma parte central triangular ladeada por duas partes mais altas e estreitas, rematadas por ameias que lembram as muralhas da cidade. A caixa data de 1435; a tribuna foi construída em 1628.
O órgão remonta a 1435, quando o pintor Peter Maggenberg foi pago para decorar as portas da caixa; a análise de carbono-14 confirma esse ano. Em 1686-1688, Christoph Aebi transformou-o num instrumento barroco, renovou os teclados e converteu o secreto gótico em secreto de corrediça. Johann Baptist Carlen acrescentou o Subbaixo 16′+8′ em 1812, e Hans-J. Füglister restaurou-o em 2004.
Desde 1969, o órgão soa todos os anos no festival internacional de órgão de Valère. As portas pintadas, atribuídas a Peter Maggenberg, mostram a Anunciação no exterior e, no interior, a Virgem com o Menino e o Cristo ressuscitado com Maria Madalena.
O órgão está suspenso numa tribuna em ninho de andorinha na parede oeste, virado para a nave, pelo que é visto de baixo e do nível da tribuna. Desde 1969 o festival internacional de órgão de Valère traz recitais regulares; o restauro de 2004 deixou visíveis os anéis de estanho de afinação nos tubos da fachada.
As portas pintadas que fecham a caixa são cópias; os originais do século XV de Peter Maggenberg, com a Anunciação no exterior e a Virgem com o Menino no interior, estão no museu de Valère. A fama de órgão de tubos mais antigo do mundo ainda em funcionamento remonta ao organeiro inglês Arthur George Hill, que examinou o instrumento, então silencioso, em 1883 e divulgou também a data errada de 1390.
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