Santo Tomás Cave, sistema cárstico de cavernas perto de El Moncada, província de Pinar del Río, Cuba
As grutas de Santo Tomás são um sistema cársico escavado num mogote da Sierra de Quemado, na Sierra de los Órganos, 18,6 km a sudoeste de Viñales, junto à aldeia de El Moncada. Os seus 44,6 km de galerias conhecidas distribuem-se por sete níveis entre 125 e 190 m de altitude, num desnível de 65 m. O nível mais baixo ainda é percorrido pelo riacho Santo Tomás, que se afunda no vale de Santo Tomás e reaparece 2 km depois no vale de Quemado. Entre as salas nomeadas está o Salón del Caos, com enormes blocos de pedra caídos.
A gruta forneceu vestígios pré-históricos: gravuras na cueva de Mesa e um esqueleto humano com cerca de 3.500 anos na cueva de la Incógnita. Gerardo Mosquera sugeriu em 1983 que os petróglifos da sala García Valdés eram de feitura africana, mas trabalhos posteriores nas grutas de Mesa, de los Petroglifos, de la Iguana e de la Cachimba estabeleceram a sua origem pré-colombiana. O sítio foi declarado Monumento Nacional em 1989.
Os agricultores locais coletavam guano da gruta para fertilizar seus campos de tabaco. Esta prática conectava a caverna diretamente à vida agrícola da região.
Os visitantes só podem explorar os três primeiros níveis com guias certificados, pois a gruta é protegida como monumento nacional. Os tours exigem uma forma física básica, por isso os visitantes devem se preparar para os esforços físicos.
O nível mais baixo continua ativo: o riacho de Santo Tomás entra pelo vale de Santo Tomás e ressurge 2 km depois no vale de Quemado. Uma análise de 2014 registou uma concentração bacteriana que caía de 910 UFC/ml no sumidouro para 217 UFC/ml na ressurgência.
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