Kinishba Ruins, Sítio arqueológico em Canyon Day, Arizona, Estados Unidos
Kinishba Ruins é uma grande casa mogollon de 600 cômodos formada por nove montes de blocos de alvenaria, alguns originalmente com três andares, e dois pátios comunitários. Fica a cerca de 1.500 metros acima de um vale aluvial orlado de pinheiros, no sopé oriental do Tsé Sizin, perto de Canyon Day, na reserva indígena de Fort Apache. As paredes são duplas: um lado revestido, o outro de pedra irregular.
Kinishba foi construído e habitado entre os séculos XII e XIV, durante um crescimento populacional na região do Mogollon Rim, e pode ter abrigado de 1.000 a 1.500 pessoas. Estudiosos o associam ao pueblo Chiciticale citado nos relatos da expedição de Coronado de 1540-41. Os mogollon o abandonaram no fim do século XIV ou início do XV, talvez após o secamento de uma fonte de água; os apaches que chegaram depois não usaram as ruínas.
O nome apache Kinishba vem de kįh łibáá, «casa castanha», conforme transcrito por Byron Cummings. Os arqueólogos ligam o sítio tanto aos hopi quanto aos zuni, pois combina traços mogollon e pueblo ancestral. No pátio menor havia um kiva subterrâneo; o pátio maior mostra três fases cerimoniais sucessivas, a última uma sala acima do solo cujo teto ardeu e não foi reposto.
Para visitar é necessário se registrar no museu Nohwike' Bágowa próximo que funciona em dias de semana. Planeje sua visita com antecedência e reserve tempo para o registro antes de explorar as ruínas.
Byron Cummings nomeou o sítio a partir de palavras apaches que transcreveu como «kin lishba», que significa «casa castanha». A sua escola de campo da Universidade do Arizona trabalhou ali em temporadas de 1931 a 1939, com 10 a 27 assistentes apaches White Mountain.
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